Pesquise no Grupo AVPH
    Faça uma Doação R$5,00
Loading...

Águia de Haast

    A Águia de Haast (Harpagornis moorei) foi uma espécie de águia gigante que viveu há aproximadamente 600 anos atrás na Ilha Sul da Nova Zelândia. Seu nome Harpagornis é um composto das palavras gregas "harpax" que significa gancho e "ORNIS" que significado pássaro e moorei em homenagem a George Henry Moore, eram também conhecidas como "Hokioi" em Maori, língua local.

    O seu enorme tamanho é uma resposta evolutiva para o tamanho de suas presas e à falta de concorrência, pois seus ancestrais eram muito menores quando chegaram pela primeira vez a ilha. Através da análise do DNA se verificou que os parentes mais próximos da Águia de Haast são as águias do gênero Hieraaetus, que são cerca de 10 a 15 vezes menores. Estudos genéticos sugerem que a Águia de Haast tenha divergido deste gênero há cerca de 700 mil a 1,8 milhões de anos atrás. Esta espécie foi descrita e nomeada (Harpagornis moorei) pelo geólogo alemão Julius Von Haast em 1872, através de vários esqueletos encontrados na fazenda Glenmark do colono George Henry Moore.

   A Águia de Haast ocupava o topo da cadeia alimentar, sendo as fêmeas maiores que os machos, pesando entre 10 a 15 quilogramas, com uma envergadura de cerca de 3 metros, já os machos menores chegavam a pesar entre 9 a 12 quilogramas, com uma envergadura de cerca de 2,6 metros. A cauda possuía cerca de 50 centímetros de comprimento nas fêmeas, sendo consideradas grandes para o tamanho do animal, pois essa característica compensava a redução na área das asas, fornecendo elevação adicional. O comprimento total do animal é estimado em 1,4 metros para as fêmeas, com uma altura em pé de aproximadamente 90 centímetros. A envergadura relativamente menor quando comparada ao tamanho e peso do corpo é devido a adaptação ao estilo de caça em florestas densas, com pouca disponibilidade para grandes envergaduras, como ocorre atualmente com outras aves rapineiras de grande porte (Harpia e Águia das Filipinas). As asas curtas e fortes facilitavam o levantar voo partindo apenas de um salto e carregar grande quantidade de peso, porém demandando grande quantidade de energia. Acredita-se que essas aves viviam em casais.

   Suas principais presas eram aves não voadoras da Nova Zelândia, como os gigantescos moas e os patos de finsch. Seu arsenal contava com um bico muito forte e curvado, patas robustas que possuíam garras longas e afiadas, que aliados há uma velocidade de ataque que se aproximava de 80 km/h, tornavam essas aves perfeitas para dominar e matar as presas. Esqueletos de moas foram encontrados com danos graves na pélvis, sugerindo que as águias atacassem essas aves na pélvis com as garras de um pé e com o outro pé efetuavam um golpe fatal na cabeça ou pescoço. De acordo com um relato dado a Sir George Grey, um dos primeiros governadores da Nova Zelândia, os Hokioi eram aves predadoras enormes de coloração preto e branco com uma crista vermelha e ponta das asas eram verde e amarelo. Em algumas lendas Maori, a Águia de Haast matava até seres humanos, fato este que poderia ter sido possível dado o enorme tamanho e força da ave.

   A extinção da Águia de Haast está relacionada com a chegada dos primeiros seres humanos à Nova Zelândia, os Maoris que chegaram por volta do ano 1280. Não há evidências de que os Maoris tivessem caçado as Águia de Haast, pelo contrário, pois os Maoris veneravam a ave e representavam-na em diversas pinturas em cavernas. No entanto, eles caçaram excessivamente os Moas e as outras presas da Águia de Haast até à extinção e derrubaram a maior parte de seu habitat, as florestas densas, contribuindo assim para a extinção Águia de Haast, que ocorreu por volta do ano de 1400 depois de Cristo.

   O explorador Charles Edward Douglas afirma em seus diários que teve um encontro com duas aves de rapina de tamanho imenso, no vale do rio de Landsborough, durante a década de 1870, e comenta que ele atirou nelas e as comeu. Estas aves podem ter sido os último remanescentes desta espécie, alguns cientistas argumentam que uma população tão pequena seria inadequada para sustentar a espécie por cerca de 500 anos, porém muitas outras observações do explorador Charles Edward Douglas sobre a vida selvagem foram confiáveis. As lendas Maori posteriores há 1400 d.c. não mencionam mais avistamentos das Águias de Haast.

Dados da Ave:
Nome: Águia de Haast
Nome Científico: Harpagornis moorei
Época: Holoceno
Local onde viveu: América do Sul
Peso: Cerca de 14 quilogramas
Tamanho: 3 metros de envergadura
Alimentação: Carnívora

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Cordata
Classe: Aves
Ordem: Accipitriformes
Família: Accipitridae
Gênero: Harpagornis
Espécie: Harpagornis moorei Haast, 1872.

Referências:
- Haast’s eagle, New Zealand giant eagle, BBC. October 2010.
- Rodgers, Paul, "Maori legend of man-eating bird is true". The Independent. September 2009.



Loading...
loading...
loading...
   ® Atlas Virtual da Pré-História - AVPH.com.br | Conteúdo sob Licença Creative Commons | Política de Privacidade | Termos de Compromisso | Projeto: AVPH Produções
    Obs.: Caso encontre alguma informação incoerente contida neste site, tenha alguma dúvida ou queira alguma informação adicional é só nos mandar um e-mail. Tenha uma boa consulta !!!.