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Futuro há 100 milhões de anos


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   O planeta Terra gozará de um período longo de condições estáveis desde a última era glaciar.
   Os continentes continuarão a mover-se. Austrália colidirá com Ásia, criando uma enorme cordilheira. Antárctica mover-se-á para norte, aquecendo e suportando uma luxuosa floresta. Parte da África separar-se-á e tornar-se-á unida com a ponta da Ásia.
   A vida começará a prosperar novamente. As camadas de gelo irão derreter, os níveis da água subirão e o mundo irá torna-se quente e úmido. Será uma estufa global que irá dar origem à vida.
   Os organismos começarão a diversificar-se e irão adaptar-se às condições estáveis do habitat, resultando num ecossistema dinâmico e vigoroso. Animais adaptam-se a este ambiente de calor e de umidade; insectos aumentarão de dimensões, insectos voadores terão asas de 1 metro e as maiores criaturas da Terra andarão pela superfície terrestre.
   Mas a Terra não descansará. Vulcões em diferentes partes do mundo entrarão em erupção e como consequência um grande desastre acontecerá; a extinção. Grande parte dos animais será aniquilada deixando a Terra vazia.
   Mas será verdade?

   Os oceanos superficiais
   A Terra aquecerá graças ao efeito estufa, derretendo as camadas de gelo presentes durante os 5 milhões de anos subsequentes ao século XXI. O nível do mar subiu 100 metros. As terras litorais foram inundadas e oceanos infinitos cobrirão a maioria dos continentes, deixando sob a água o norte da Europa, Ásia, América, Japão e África.
   Com uma temperatura de 30ºC as águas que cobrem 75% do planeta também aquecerão, com uma média de profundidade de 15 metros. Isto permite que a luz do dia penetre no leito marinho dando lugar ao desenvolvimento de um ecossistema, que inclui microrganismos como o fitoplâncton e as algas, para quem a luz é indispensável no processo fotossintético.
   Também produto das águas quentes e da profundidade pequena, uma grande tempestade terá lugar neste futuro: um tufão violento irá atingir a água com ventos de 320 Km/h e ondas de 23 metros de altura. Quando a tempestade terminar, a vida será regenerada novamente.

   O Pântano de Bengala
   Durante este período haverá um rompimento de um pedaço da África, fechando o sudeste Asiático formando um grande pântano salgado, que um dia foi a baía de Bengala. Com temperaturas de 40ºC, uma umidade de 99% e um solo rico em nutrientes, o pântano de Bengala será transformado num habitat de montanhas erosivas, água fresca e água salgada, onde um número abundante de vida animal e vegetal cresce.
   As plantas invadirão a água e se estenderão formando grandes tectos orgânicos. Este pântano abrangerá aproximadamente 38 milhões km².

   As florestas antárcticas
   Durante o século XXI, a Antártida estava na base do mundo e era o lugar mais inóspito da terra.
   Cem milhões de anos se passarão e a Antártida, puxada para norte por uma zona de subducção, irá situar-se na zona inferior do Oceano Índico ou seja na zona dos trópicos.
   O que há algum tempo foi uma paisagem gélida, transformar-se-á numa floresta tropical resplandecente. Simultaneamente, os animais que povoarão esta floresta vieram de poucas espécies ancestrais, já que chegar a este continente vazio terá sido difícil. Os primeiros animais a conquistarem estas terras, serão as aves e os insectos gigantescos.
Nesta nova Antártida, onde os ventos quentes soprarão durante todo o ano a uma velocidade entre 20 e 40 km/h, o sol brilhará e a temperatura será de 25ºC. Este vento trará sementes e esporos de América do Sul.
   Este tipo de habitat será muito estável e nele proliferarão todos os tipos de novas espécies. Em relação à sua condição de ilha, a Antártida do futuro estará isolada de outros lugares e será, de alguma forma, um pequeno universo em si mesmo.
Com o movimento dos continentes, repentinamente várias espécies serão encontradas vivendo num Equador que oferecerá novas oportunidades de evolução, isoladas das criaturas de outras partes do mundo. Nesta floresta tropical do futuro de 100 milhões de anos, o oxigênio da atmosfera será aumentado drasticamente.

   O grande planalto
   A Austrália, uma vez anexada a Antártida deslocar-se-á em direção ao norte situando-se entre os oceanos Índico e Pacífico, continuando a deslocar em direção ao norte, colidindo com a Ásia e a América do Norte.
   O impacto fará com que a superfície terrestre suba em direção ao céu, formando uma grande cadeia montanhosa. Este movimento criará um habitat incrivelmente hostil, um enorme planalto, cercado por picos de mais de 10 quilômetros de altura, onde ventos fortes sopram a 177 km por hora e a quantidade de oxigênio no ar será escassa. Entre estes picos altos, descansará um grande planalto, uma porção de terra que será elevada entre as nuvens. Aqui o ar estará mais rarefeito do que no topo do Monte Everest e só criaturas muito especializadas poderão sobreviver neste ecossistema alpino.
   No grande planalto formado entre Ásia e Austrália, aranhas prateadas espalharão as suas teias para apanhar sementes trazidas pelo vento. A mudança da temperatura e da atmosfera da Terra beneficiará o crescimento de grandes artrópodes – insectos, crustáceos e aracnídeos. Então as aranhas serão maiores do que os ancestrais da era humana e elas reservarão grandes quantidades de sementes em granarias.

Veja na tabela abaixo os animais catalogados que viveram nessa época:

Abrolho
Acidóptero
Ave Cospe Fogo
Electranguila
Escaravelho Cospe Fogo
Megavespa
Toraton

Referências:
- http://www.thefutureiswild.com



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